Categoria: Conversando com a Brysa
A comemoração dos meus 15 anos de carreira, que aconteceu ontem…não podia ter sido mais emocionante e cheia de alegrias.
Claro que organizar um MEGA evento com números expressivos de participantes e mais de 10 horas de apresentações, dá muito trabalho.
Porém, poder assistir a todo esse trabalho concretizado…não tem preço!
Me sinto uma pessoa privilegiada. Pois não é fácil, e para mim também não foi, completar 15 anos de carreira na dança do ventre.
É uma carreira totalmente baseada no amor pela arte da dança, e cheia de obstáculos a serem superados.
Quando iniciei, era o preconceito, pois há 15 anos atrás, a dança do ventre não era tão conhecida. E sem internet…tudo era muito mais complicado.
Também era bem mais lúdico. Sim, parece que ontem voltamos há um tempo da dança do ventre onde não existia toda essa “lantejolite” de hoje.
Digo isso, devido ao clima leve e amistoso que pairou no ar do Clube Lindóia durante todo o evento. Eu, que pude assistir a TODAS apresentações da mostra de dança, pude ver trabalhos muito especiais de estilos totalmente diferentes, comprovando que na dança do ventre a liberdade impera na criatividade.
Gratificada e realizada são as palavras que mais representam os meus sentimentos após o fechamento desse ciclo.
Grata por todas as pessoas que sempre me apoiaram, desde o início da minha carreira, mesmo quando Brysa Mahaila ainda não era conhecida.
Realizada porque alcancei TODOS os meus objetivos na dança do ventre, aliás, alcancei coisas que nem sonhei…recebi muito mais que sonhei.
Agora a vida segue…novas gerações estão surgindo…pessoas que como eu, acreditam no estudo, na pesquisa, na seriedade e no tempo…não acham que a dança é um aprendizado rápido para logo, logo estar no palco de qualquer jeito e a qualquer preço.
Quando nosso coração está aberto e é sincero, coisas boas acontecem. É a lei da atração.
Hoje meu coração está em paz, sinto o meu dever cumprido. Ficarei aqui, dos bastidores, dá platéia…e as vezes do palco, afinal isso não é uma aposentadoria ainda…o palco é o meu porto seguro e dele só me afastarei quando meu corpo não tiver mais forças para dançar…se isso ocorrer algum dia…
Daqui há 3 meses, completo 15 anos de carreira numa grande celebração, dia 17 de julho.
Dizem que o melhor da festa é esperar por ela…espero que não! Mas já to feliz!
Desde que iniciei a divulgação deste evento, tenho recebido tanto carinho que já posso me sentir muito feliz com a decisão de comemorar essa data.
No início de março enviei ‘a todas bailarinas que tenho contato, uma carta convite para participarem da comemoração. Para minha grande alegria, em poucos dias, já havia preenchido todos os horários disponíveis da Mostra de Danças.
Como é meu aniversário, o evento está distante de ser comercial, as bailarinas que participarão, são todas convidadas.
Algumas muito próximas, outras nem tanto, mas todas bem vindas da mesma forma.
É incrível como olhando para trás, parece que foi ontem que realizei meu primeiro grande evento, e já faz mais de 10 anos…o show memorável do Tony Mouzayek e sua banda, na época conjunto Orient no Leopoldina Juvenil em maio de 2001.
Daqui a 3 meses, completo o fechamento desse ciclo, igualmente com um grande show do cantor e amigo Tony Mouzayek, uma unanimidade de simpatia e talento.
Os preparativos estão a mil…não é fácil fazer um evento tão grande, principalmente pela total falta de patrocínios, apenas contando com poucos apoiadores, infelizmente na dança é difícil alguma empresa patrocinar.
Espero que o público mais uma vez venha nos prestigiar. A programação está intensa e cheia de atrações: desfiles com grandes estilistas da dança do ventre, apresentações de grupos de escolas de todo o Rio Grande do Sul e também de Santa Catarina, solos de grandes bailarinas também dos dois Estados, show das alunas do Templo do Oriente, expositores de produtos árabes e femininos, comidas típicas e o grande momento do evento, o show ao vivo com 8 integrantes da banda e o cantor Tony Mouzayek.
Para quem aprecia dança do ventre e a cultura árabe será um evento imperdível.
Semanalmente vamos atualizar a programação e mantê-los informados sobre os preparativos do evento.
Os ingressos estarão a venda a partir de 1o. de maio.
Valores para o show do Tony – R$ 60,00 ( na compra desse ingresso e doando um agasalho no dia, acesso liberado para a programação completa que inicia ‘as 15hs)
*Informe-se sobre descontos para ingressos de grupos.
Informações e reservas: 33256138/30620606
Assisti ao filme Cisne Negro, e fiquei muito encantada. O filme é lindo e forte ao mesmo tempo! Nos faz pensar e rever mentalmente as cenas após assisti-lo. Para quem gosta de dança é imperdível!
Como não sou formada em ballet clássico, não me cabe fazer uma análise crítica do lado técnico da dança apresentada no filme. Para mim, que fiz ballet dos 6 aos 12 anos, achei tecnicamente maravilhoso.
O que me marcou como profissional de dança, foi a entrega da bailarina para compor o personagem do cisne negro.
Em 15 anos de trabalho com a dança do ventre, um dos maiores desafios, é passar tecnicamente para as bailarinas como desenvolver a sua expressão, e a entrega ao personagem, melhorando a sua qualidade e dramaticidade cênica.
No cisne negro, essa entrega é o grande desafio da bailarina. Ela é perfeita e linda tecnicamente, mas com dificuldades de se entregar a um personagem que mexe com o lado oposto da sua personalidade, que é doce e meiga.
O diretor do espetáculo no filme, a instiga, com métodos, na minha opinião, não muito ortodoxos, a mergulhar na pisque que envolve o “cisne negro”, força e sedução.
Quando eu trabalho com as alunas a expressividade, sempre comento que é preciso soltar as amarras para dançar com paixão e entrega. Não tem como ser inteira no palco se não nos libertamos da nossa mente que é repressora, e, sempre tenta nos impor pensamentos limitantes, e que geram, normalmente, uma postura engessada e artificial.
Que a dança do ventre é sensual, todo mundo sabe, mas, nem toda bailarina sabe explorar a sua sensualidade em cena. E pior, algumas confundem sensualidade com vulgaridade e ficam ainda mais artificiais.
A cena da dança do cisne nego no filme me levou as lágrimas. Através do olhar, e de todo o seu corpo em movimento, a bailarina se transformou verdadeiramente no cisne negro…foi lindo!
Eu, no início da minha carreira, tinha dificuldades em expressar os meus sentimentos em cena. Primeiro porque eu nem sabia quais eram os sentimentos que queria expressar ao dançar. Segundo, e principalmente por isso, tinha inseguranças quanto a técnica. E quando a mente fica focada na técnica, e somente nela, a bailarina perde a conexão com o seu espírito e conseqüentemente com a sua expressão.
Nos meu caso, o desenvolvimento técnico e a convivência com a cultura árabe me ajudaram muito, mas foi a descoberta de mim mesma como bailarina que trouxe a minha expressão.
Hoje quando eu danço, não penso em nada, me entrego completamente a música escolhida, sinto o personagem tomar conta do meu corpo e da minha alma. Ao dançar eu sou a música, sinto verdadeiramente a conexão com o som.
Como desenvolvi essa entrega? Saindo da minha mente. Uso a minha mente para ensaiar, para criar a minha dança tecnicamente, mas quando estou no palco, procuro viver aquele momento único, da forma que só a dança sabe ser.
Quando eu danço, não penso em mais nada. Não tento agradar a ninguém, a não ser a mim mesma. Não tento imitar essa ou aquela bailarina, procuro lá dentro da minha essência o que aquela música me diz, e procuro o movimento que a desenhe.
Essa conexão é fundamental para trazer a verdadeira expressão. É forte, é sensual e é verdadeira.
Recomendo a todas as bailarinas que estejam buscando a sua expressão e o seu amadurecimento na dança que assistam o filme, tenho certeza de que ele irá mexer profundamente com cada uma de vocês, assim como mexeu comigo.
Nesse final de semana, durante a mostra competitiva do Festival Templo do Oriente 2010, tive a difícil tarefa de ser jurada de muitas alunas que se inscreveram.
Digo difícil tarefa, porque avaliar pessoas que a gente não tem relação afetiva é mais fácil. Analisa-se a técnica e o conjunto da coreografia apresentada e pronto, da-se a nota.
Mas quando a gente faz parte do desenvolvimento da bailarina, acompanhou a sua trajetória, a superação de dificuldades, seu crescimento individual…é muito mais difícil.
Tive de ter total isenção da parte emocional e avaliar somente os critérios técnicos apresentados, sendo justa com todas participantes.
Numa competição, nem todas as bailarinas conseguem controlar seu emocional e é ele quem normalmente determina a qualidade da sua apresentação.
No Festival do Templo do Oriente, participaram da mostra competitiva 12 bailarinas.
Dessas, somente 2 nunca foram minhas alunas, e somente uma eu não conhecia pessoalmente.
As outras 10 já tinham sido minhas alunas, e algumas ainda o são.
Sendo assim, tive de ter total isenção emocional durante as avaliações.
Posso dizer que fiquei muito orgulhosa de todas elas. Algumas mais nervosas e tensas, outras super relaxadas ( pelo menos aparentemente).
Na vida como na dança…tem dias que tudo da certo e outros que nem tanto…por isso, participar de uma mostra competitiva é estar pronta para receber críticas e saber que não vamos agradar todos jurados.
A proposta de receber as avaliações dos jurados ao final da mostra, foi com a intenção das participantes receberem orientações para seguirem estudando e melhorando a sua dança.
Alguns jurados são bem rígidos, outros mais sensíveis, porém todos foram muito imparciais, tenho certeza.
Tanto, que o resultado foi justo, assim comentado pelo público presente.
Parabéns a todas bailarinas que participaram da mostra, em especial as 3 vencedoras:
1o. lugar – Ayana Kalil – Cachoeirinha
2o. lugar – Andréia Torres – Crisciuma
3o. lugar – Marília Guterrez – Uruguaiana
Agradeço a todos os jurados pela participação e as bailarinas.
Nesse sábado, tivemos a II Noite da Amizade que é realizada junto com os módulos do Curso da Lulu Sabongi.
As bailarinas que participam do curso, são convidadas a dançarem sob os olhos da grande Mestra, que gentilmente emite comentários sempre construtivos para ajudar as participantes no seu desenvolvimento profissional.
Nessa edição, participaram as bailarinas: Marina Miranda de Jaguarão, Taís Maia de Lageado, Andréia Peres de Santa Maria, Marília Guterres de Uruguaiana, Luíza Ruas de Pelotas, Andréia Torres de Crisciúma, Lívia Scheffler de Ivoti , Priscilla Silvestri e Sissi Mahira de POA.
Todas foram ou ainda são minhas alunas! E eu fiquei muito orgulhosa vendo cada uma no seu estilo dançando lindamente nessa noite.
A cada bailarina eu ficava mais emocionada. Ver a maturidade delas me fez ter uma sensação indescritível de “dever cumprido” e muita emoção!
Da escolha musical ao figurino, todas estavam lindas!
A Lulu comentou que o nível das bailarinas do Templo do Oriente é um dos melhores de todas as escolas do Brasil. Nem sei o que dizer sobre isso…
Quando escolhi trabalhar somente com a dança do ventre na minha escola, fui criticada por muitos que achavam que eu não iria longe comercialmente.
Agora, além da escola com o Café temático e Kebaberia, sinto que tomei a decisão certa. Claro que as dificuldades são enormes, “matamos um leão a cada dia”… mas nunca me senti tão realizada como tenho me sentido.
Primeiro, pois tenho a consciência limpa. Nesses quase 15 anos de carreira, sei que não agradei a todos, mas também sei que nunca prejudiquei intencionalmente ninguém. Sempre segui a minha criatividade e talento empresarial para realizar meus projetos, respeitando as colegas. Segundo, busquei coerência no estilo que implantei na dança do ventre no Rio Grande do Sul, pois tenho consciência que sou uma das responsáveis pelo desenvolvimento profissional da dança no Estado.
As bailarinas do Templo do Oriente ( formadas pela escola, mesmo que tenham as suas próprias escolas e vivam em outras cidades) tem uma marca…a elegância.
Cada uma no seu estilo, mas todas tem um senso crítico muito apurado que é visível na sua apresentação, do figurino a escolha musical ao nível técnico.
Por tudo issso, nessa ” Noite da Amizade” me deliciei com todas participantes…se tivesse que me “aposentar” agora, estaria feliz por ter conseguido atingir meus objetivos profissionais.
Calma! Não precisam ficar apreensivos, ainda pretendo ficar ativa no mercado por muitos anos…se Deus assim quiser!
O brilho da realização!
Ontem foi a apresentação de 2010 do nosso espetáculo Viagem ao Oriente. Após o término da apresentação, fiquei relembrando a jornada de trabalho até chegar nesse momento.
Respirei fundo, e pude sentir uma doce sensação de realização.
Da coxia do teatro, assisti encantada ao meu próprio espetáculo. Não era apenas um encantamento de orgulho pelo trabalho pessoal, e sim, pela sensação de uma construção em grupo.
Cada uma que participou desse show, foi responsável pelo seu encanto.
Daí, como um filme, passei um por um dos números apresentados…
Primeiro pela satisfação de dançar com o grupo das bailarinas do Templo do Oriente no número de abertura, a sensação de ser uma delas, de igual para igual ali naquele momento me senti especial. Não por ter um papel de destaque no meio da coreografia, mas por pertencer a um grupo tão especial, com lindas e generosas bailarinas, coisa muito rara, infelizmente na dança do ventre.
A partir daí, viajei junto com cada bloco dos países que apresentamos no show…
Egito: Aline Todeschini e as meninas da coreografia das taças, não tenho palavras para falar da Aline. Conheço ela desde a primeira edição do curso de formação em 2004, e ela ainda me chama carinhosamente de “profe”. O que falar disso? Pegar a estrada, no meio da semana, somente por amor a dança e pelo carinho que tem por mim e pelo Templo do Oriente, é realmente de se emocionar…
Ainda nesse bloco, as minhas alunas do Said, o grupo D’desertus…desde que iniciei na dança do ventre há quase 15 anos, nunca tive e talvez jamais tenha uma turma como essa. Mulheres fortes, guerreiras, tão diferentes, mas tão parecidas! Sim, porque se não tivessem essa homogeneidade de intenções com a dança não teriam conseguido…essa coreografia é uma vitória do grupo!
Finalizando a parte do Egito o solo da Sybilla…leve, sensível, intenso e cheio de amor. A música e a bailarina se encontraram no palco levando o espectador aos encantos das bailarinas egípcias, e justamente por uma mulher de biótipo tão distante das originais, mas parecida na alma. Sybilla não dançou, flutuou no palco.
Emirados árabes: A dança promove encontros improváveis e conhecemos pessoas encantadoras, assim me sinto em relação a Emmeline Azah e as meninas da escola Filhas de Rá. A gente se gosta e “ponto”.
Se temos muitas afinidades, não sei, se temos estilos muito distintos, é o que dizem, se, se… mas de que isso importa….eu fico sempre muito feliz por abrir espaços para outras professoras e suas alunas, sempre num clima de amizade, como nesse show.
Na seqüência, apresentaram as minhas “alunas netas”, da escola Mahaila Adma. A Prica, carinhosamente chamada assim pelos íntimos, e me incluo nessa categoria, é uma como dizemos…quase T.O…que significa, muito próxima do Templo do Oriente….e sendo assim, não poderia faltar.
E fechando esse bloco…o furacão Grazi Shazadi. Como não se apaixonar por essa bailarina. Dançou 5 coreografias…que gás tem essa menina! Eu brinco que ela é a “filha da professora” por isso é convidada para dançar tantas coreografias….
Líbano: Tirando a ausência lamentável, do Kristian que ficou doente, tivemos o Said Libanês com o trio Jaci, Sybilla e Andrea Zoraia, todas encantadoras, e fechando o bloco o charme contagiante de Priscilla Kadifeh.
Eu ontem não a assisti, infelizmente pela turbulência dos camarins…mas tenho certeza que repetiu a sua performance da 1ª. edição, em que deixou toda a sua exuberância vir a cena novamente. A Pri é uma aluna muito especial, atualmente é uma das mais antigas da escola e sempre contribuiu muito, é uma colaboradora, presente em todas as atividades possíveis. Eu tenho o privilégio de tê-la visto crescer como pessoa e como bailarina. Sei que ela irá ainda muito além, pois estudiosa como é, seu caminho é longo e belo! Espero estar sempre por perto para aplaudi-la.
Marrocos: As gawazees também só foram um sucesso pela força do grupo, com pouquíssimos ensaios, as gurias fizeram milagre em cena. E para mim, a grande surpresa foi a Néri, trabalhou me assessorando do início ao fim, sempre com simpatia e eficiência, aí foi no camarim se vestiu e deu um show no palco juntamente com a Jaci, Andrea, Dani, Sybilla e Sissi….o público adorou.
Daí vieram a turma do véu, as novas promessas do Templo do Oriente. Eu não vou poupar elogios, Aline e Camila, juntamente com a Fernanda, são crias da casa e posso prever que farão muito sucesso se seguirem estudando nesse ritmo, e além disso, são lindas em cena.
O solo da Sissi, mais uma vez me emocionou. Para quem me conhece sabe que adoro uma estampa de bicho, inclusive de cobra…mas chegar perto do bicho, nem pensar. Desde criança a cobra é o animal que mais me amedronta, é um misto de admiração e respeito.
Quando a Sissi resolveu dançar com a serpente eu sabia que viria algo realmente diferente e forte. Ela é assim. Gosta de ousadias, seu jeito de vestir, e de ser é diferenciado. A sua dança encanta justamente pela sua personalidade e nesse show, ela estava magnífica.
Tunísia: A dança do jarro com a Marina Miranda e as suas alunas é muito linda de se assistir 2 vezes, mesmo com o grupo reduzido, foi uma das mais lindas coreografias de jarro que eu já assisti. Saber que elas vieram de Jaguarão só para o show me emociona mesmo, pois é longe de verdade, é uma viagem cansativa e elas não faltaram. A Marina é um encanto, e suas alunas não podiam ser diferentes. Tenho muito orgulho de ter me escolhido como professora e por até hoje fazer parte da escola. Além do jarro Marina brilhou na coreografia do bloco do Brasil.
Nos solos, para mim, como professora a grande revelação foi a Jaci Narin. Nesses últimos meses Jaci deu um salto de qualidade e presença cênica admirável. Estava linda em todas coreografias que participou, no seu solo então, assumiu o personagem, está de parabéns!
Turquia: O grupo D’ desertus na espada já havia feito sucesso em 2009, mais maduras, nessa edição, tiveram desenvoltura, harmonia, numa coreografia com grau de dificuldade muito grande. É mais uma vez a força do grupo!
Stela é pura energia! Quem convive com ela sabe que ela tem uma personalidade forte, sabe se impor, é inteligente, uma grande profissional. Assim ela é em cena, forte, carismática, cheia de energia!
Nessa versão, estava especialmente charmosa, movimentos limpos, ótima desenvoltura cênica, só tenho elogios.
Brasil: No final da viagem o espectador chega novamente ao Brasil e com ele, a presença suave de Taís Maia e suas alunas. Taís que a conheci em 2004 no lançamento no meu vídeo é pura suavidade. Tem um trabalho muito bonito em Lageado, sempre me prestigia e desta vez trouxe uma coreografia linda e harmônica com dois véus. Fiquei muito feliz que ela veio na reprise do show, me sinto muito prestigiada.
Nesse final do show tivemos as meninas do fan véil, que mesmo com a “famosa roda” fizeram uma linda apresentação, seguidas do grupo de clássicos. E para falar desse bloco tenho que ressaltar as bailarinas, Ayana Kalil, Fernanda Nuray e Andrea Peres, todas pessoas incríveis que agradeço muito por fazerem parte da escola.
Enfim, cansada as 2 da manhã, fiz essa viagem pessoal, que agora relatei para vocês da mesma forma que ela se passou na minha cabeça.
Tiveram alguns desencontros em cena, esquecimentos, muitas superações, mas afinal, o elenco todo é amador…mesmo as bailarinas mais experientes não vivem somente da dança, todas tem outras profissões e pouquíssimo tempo para ensaiar. E infelizmente o teatro só reserva o dia do espetáculo com muito custo para a gente ensaiar, então podemos quase dizer que se não fosse a força do grupo não teríamos espetáculo.
Quando entrei em cena na minha dança final, senti o brilho da realização, dancei mais uma vez com a alma leve, entregue ao palco, ao público e reverenciando essa que é a dança mágica do ventre.
Fundada em 1999, a escola de dança do ventre entra na adolescência, cheia de energia e novidades.
No início, a idéia de não usar o nome Brysa Mahaila, me ocorreu pois queria crescer e ter um grupo de bailarinas trabalhando comigo, por isso, Templo do Oriente foi escolhido.
Aos poucos, com muito trabalho, fui entrando no mercado, realizando bons trabalhos, eventos, ganhando algum destaque.
A partir de 2002 com a minha participação na novela O Clone da Rede Globo, o minha carreira ganhou uma projeção bem maior, portas se abriram e o Templo do Oriente foi se firmando no mercado.
Em 2004, após a conclusão do meu Pós Graduação em Dança, lancei o Curso de Formação Profissional do Templo do Oriente. Um curso que revolucionou o mercado da dança do ventre no R.G.Sul, formando grandes bailarinas e profissionais que hoje, 7 anos depois da 1a. turma, muitas delas são reconhecidas e destaques no cenário da dança.
Hoje o Templo do Oriente conta com uma equipe de professoras e bailarinas que eu muito me orgulho. Todas profissionais talentosas e dedicadas, pessoas escolhidas com bastante critério para representar o time da escola em eventos e também no trabalho com as alunas.
Além da escola, em 2008 fundamos o Templo do Oriente Café & Artes, um local planejado para receber o público apreciador da arte da dança do ventre, da culinária árabe tradicional e contemporânea.
Num cenário temático, com inspiração nos fabulosos cafés de Istambul, com um toque de mil e uma noites, o Café & Artes, em o conceito de despertar todos os sentidos.
Até o final de agosto, teremos uma novidade que irá complementar o nosso mix de produtos. A Kebaberia inédita na cidade, trará o tradicional churrasco turco a Porto Alegre. Assim, o prato tradicional do gaúcho terá uma versão oriental com saborosas misturas para deixar qualquer um com água na boca.
O Templo do Oriente Café & Artes Kebaberia é a realização de mais um sonho, fruto de uma parceria que vem dando muito certo há 6 anos entre eu e meu grande companheiro, Flávio Argiles, que aliás é um grande churrasqueiro….faço todas as minhas apostas para ele pilotar a kebaberia com a mesma maestria com que pilota a churrasqueira gaúcha tradicional.
Venha conhecer e se encantar com o Templo do Oriente um lugar único na cidade…























